Ele foi o meu melhor amigo e o meu amor, foi o alguém a quem me confiei, a quem me deixei, a quem me confidenciei.
Ele era sorrisos, olhares e risos. Palavras, milhares delas.
Ele foi meu tudo, minha esperança, meu riso, minha felicidade e até mesmo o meu sonho.
Ele foi meu melhor amigo...e deixou de ser. Porque não sabia, porque quis, porque doía. Ele se foi...
Ele foi amante e namorado. Foi meu.
E agora ele sente medo de mim, do que eu falo, do que eu faço, e até de como me sinto.
Mas ele se foi. E esqueceu.
Esqueceu que poderia me dizer tudo, esqueceu que eu sou assim mesmo, explosiva, e de repente todo o silêncio volta.
Ele me fez rir, na mesma proporção que me fez chorar.
Me fez ouvi-lo falar de outros amores, enquanto eu, coitada de mim, ainda me derretia por aquele sorriso, a primeira coisa a que percebi quando o conheci. Eu fui dele.
E ele não soube. Ele não quis. Deixou.
Ele foi meu amor, durante todos os dias desses dois ano e meio, ele foi minha paixão, minha tontura, meu choro, meu riso. Meu outra vez.
Ele foi meu namorado, quando não devia mais ser nada.
Ele não sabe lidar e eu não sei conversar.
Ele teme falar por medo de eu brigar e interpretar mal. Ele não me olha.
Ele não me vê. Não me ouve. Não sente.
Minhas palavras. Estas tolas palavras, que de ideias loucas a maioria foi por ele, de toda noite estrelada ou nublada, os sonhos foram dele.
Eu o amei, o amo, o amarei.
Mas ele foi meu melhor amigo, agora me parece um pseudo-quase tudo, não me é namorado, não me olha como amante.
Ele não é.
Apenas não mais.

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