Nada anormal

novembro 11, 2014

As vezes a vontade de enlouquecer e chutar tudo para o alto é mais forte do que a vontade de crescer.
Eu fujo diante de dúvidas a respeito de mim mesma.
Eu esquartejo meus pensamentos quando eles se direcionam ao "Como será o meu futuro próximo?". Não me revejo e questiono minhas ações, mas julgo minhas decisões em relação ao hoje, ao ato, ao agora.
Acabo deixando tudo pra lá do que deixando aqui.
Tenho pensado tanto nos dias em que eu ficava naquela praça suja com meus amigos do lado, uns tocando, outros cantando, outros soltando piadas e xingamentos, mas sempre com um vinho barato do lado.
Eu realmente sinto falta de toda aquela graça e desgraça de não ter nada pra fazer e não ter com o que se preocupar.
Eu envelheci, não sei quantos anos, minhas costas mentem a minha idade. Eu chorei, errei e também tentei consertar toda aquela bobagem de "Você atrasou. Você esqueceu de me ligar. Amanhã tem prova! Nem vem. Cara, não curto cigarro." 
Eu meio que fui além desse aquém hoje. Eu não uso palavras rebuscadas, tenho problemas de comunicação, tenho errado e atropelado palavras com mais frequência, talvez pelo desuso delas.
Eu cresci.
Adentrei a sociedade, tentando me colocar dentro dela com papéis responsáveis. Mas eu tenho má postura, má conduta, durmo tarde e pouco, tenho preguiça todas as manhãs, durmo no ônibus e eu desisti da faculdade. Eu desisti da faculdade! Simplesmente porque " eu não quero estudar Política, já bastava Platão!"
Eu estou falando comigo mesma aqui, e ops!
Tudo aconteceu. E nada de novo aconteceu.
I hope.
I wait.
I dream.

Covarde que sou em palavras ditas, deixo minhas palavras confusas escritas, para um futuro que eu nem sei. Nem saberei.
Deixa ser.

Eu desaprendi

fevereiro 24, 2014


O meu céu escureceu naquela madrugada de quarta-feira, eu tinha apenas começado a voltar a rotina. E o baque. A revolta. O contratempo que me perseguia.
Era manhã de quarta-feira as lágrimas profundas brotavam, fáceis e doloridas. Primeiro, eu quis fugir. Segundo, eu quis te esquecer. Terceiro, eu decidi. Eu sairia dali.
Era uma sexta a noite, quando vi aquelas palavras : saudade; eu também. Meu corpo inteiro se distorceu. Se enfraqueceu. Enlouqueceu. Eu queria sair de mim. Eu quis, outra vez, fugir e te esquecer, mas decidi, decidi enfrentar aquilo que estava ali.
O sábado me emudeceu. E eu deixei seguir.
E então o domingo escureceu, aquela noite me enfureceu. Todas as palavras ditas com desejos me inundaram com a frase "eu não sirvo mais, eu não caibo mais, eu não devo mais estar aqui". Minha vontade de um futuro, de sonhos, sumiram, eu não quis fugir, nem te esquecer, eu quis me apagar.
Eu não enlouqueci.
Eu não me venci.
Eu não desisti ou te deixei.
O erro meu estava estampado ali, nas linhas errôneas das tuas conversas.
Eu queria te deixar em paz, meu caos o fazia perder-se.
Eu o amei.
Naquela noite.
Na noite seguinte.
Na outra noite.
Eu o amei em todas as noites.
Mas minhas manhãs eram nebulosas, porque traziam todo o peso da dor e desespero que senti e causei.
Eu me destruí.
Hoje só quero me reconstruir.
E te ensinar que podemos ser nós sem nós, mas laços.
E te ouvir.
E te amar mais e mais.
Mesmo que amanhã minhas lágrimas torturadas voltem, pelo menos, desta vez e outras vezes, você vai estar aqui.
Comigo.
Em mim.
Me amando.
 
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