- Silence

setembro 29, 2010

Me perco na escuridão que me cerca.
Aperto-me, fixando-me no som da minha respiração.
Os pensamentos povoam o espaço ao meu redor.
E o silêncio,
...que me sufoca.

Essa película invisível que aperta meus lábios.
Nenhum som sai entre eles,
só ele. O silêncio.
Conforto dos meus ouvidos.
Coexistindo com você.

O que me vem a mente, quando penso em você é isso :
___________ e isso tum tum, frenético martelar.
Porque o silêncio é sinônimo de paz e você é minha paz.
Pequenos pontos claros aparecem, suspiro.
A escuridão chegou ao fim.
Mas tudo que faço é me silenciar.
Você é meu porta-voz, sinônimo de falar.

Nem tudo é como imaginamos

setembro 18, 2010

Não. Nem tudo foi como você imaginou.
Te observar daqui. Do fundo da sala, não é a melhor maneira de dizer que tudo não foi como você imaginou. Reviro os olhos com a lembrança de nós dois.
Nós éramos assim, feito unha e carne. O que mudou? Eu. Sempre soube que seria eu. Mas só por que eu admiti que te amava? Que tipo de injustiça é essa?!
Eu posso ver daqui o brilho opaco dos teus olhos. Há algo errado. Com você. Teus olhos encaram os meus. Por quê? é o que eles dizem.
Eu queria poder acalentá-lo. Porque só eu sei todos os seus medos, segredos... Eu sei quem é você.
Deslizo na cadeira afim de ficar longe do seu campo de visão, poder concentrar-me na aula monótona.
Os cochichos ao meu redor, silenciam meus pensamentos.
Memórias.
As coisas nem sempre são como queremos que seja.
Por que até teu perfume me persegue? Parece até que seu nome está escrito sobre mim.
Mas é verdade. Seu nome está impresso em minhas veias. O seu cheiro marcado em minha narina.
Devia ser eu e você.
Aqui, no canto do pátio. Onde você costumava me dizer tudo. Aperto o meu pulso, esperando que apareça a pulseira que você me deu de presente.
Isso é ridículo.
Eu não entendo essas mudanças. O que a vida faz conosco. Eu esperava cada minuto para poder te dizer eu te amo , mas as palavras pareciam pedras em minha garganta. Agora, não necessito delas. Você já sabe.
Não posso plantar em você um pouco desse amor.
Nem sempre temos um final feliz. E eu provei isso.
Mãos dadas. O fim.
Não passarei do não era pra ser assim.
Um beijo. Morte fatal.
Sorrisos. Pedaços caídos do meu coração.
Ela e você.
Seus olhos encontram-me e sussurro ao vento Seja feliz...porque nem tudo foi como eu imaginei, mas se me olhar no rosto vai ver as tristes marcas no sorriso, só que prefiro esconder. Principalmente de você.

E se não for mais o mesmo?

setembro 12, 2010

E se eu disser que agora, nossa história já tão entrelaçada, se tornou um nó cego? 
Que os sorrisos desejam ser beijos?
Que os abraços queriam se transformar em amassos?
E se eu te disser agora que ao deitar penso em você, mas da maneira errada?
E se...e se...
Um roçar dos lábios sobre sua pele, um leve sopro de sua respiração ou até um aperto de mão.
Faz meu coração bater assim, de um jeito que todo apaixonado sabe.
Mas eu não sou apaixonada. Eu não sou...
E se tudo isso for só solidão?
E se não for mais o mesmo?
E se o que eu digo provoca isso...
Mas eu queria ouvir de você, se não é a mesma coisa. Se é só coisa minha. Se é pra ser ou não.
Mas eu sei de uma coisa. 
Não pode ser só um se...

Além de você

setembro 04, 2010

Eu enxerguei além dos teus olhos, bem além dos seus belos castanhos que iluminam seu rosto.
Eu vi além do sorriso infantil estampado em sua face.
Eu ouvi muito além da sua respiração faceira.
Eu consegui sentir mais do que as batidas do seu coração.
Eu pude, eu posso...
mas na hesitação e calma frenética dos seus braços e abraços,
eu não consegui mais enxergar nada.
Além do som mudo que cercava os meus ouvidos...
 
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