Something

dezembro 31, 2010

Paz.
 Por favor.
Paz.
 Meu coração.    Esse coração .
   Completo idiota.
   Completa farsa.
Ele precisa. Ele necessita.
                         Ele dói.



***
#Dia10
- Algo que te orgulha
 Original, versos simples, ações sinceras, amores verdadeiros, cartas, sinceridade, personalidade, etc.


Vestido rosa

dezembro 27, 2010

 Eu encaro meu vestido cor de rosa. Encaro-me e não me vejo .
 É como se ali não existisse ninguém. Só um rosto bonito, um vestido bonito. E alguém, que não sou eu.
 Não me sinto eu.
 Invejo aquela pessoa do espelho, mas olhando diretamente pra ela e seu olhar de volta me sinto deslocada, incomodada. Porque eu não consigo mais me ver.
 Onde eu estou? Preciso me encontrar.
 Onde eu fiquei? Preciso me achar.
 Mas essa garota do vestido rosa que me encara, não sou eu. Definitivamente não.
 Onde ela deve ficar?



#Dia 9
- Algo que te irrita
 Falsidade, frescura, nariz empinado, mal amado, mentiras, gracinhas ridículas, pessoas preconceituosas, a zoadinha da unha arranhando a parede, filmes sem nexo, xingamentos... Ah, tantas coisas.

p.s. OBrigada pelas visitas, comentários e novos seguidores. *-*

I don't like

dezembro 22, 2010

Eu perguntei pra mim o porquê. O porquê de tudo isso.
Essa falta de inspiração. A falta da falta. A falta de mim. 
Esse idiota coração. Esse amor que vai e volta. O ciúme que não tem, mas aparece.
Mas eu sei a resposta. Você nunca mudará o que aconteceu.
Eu não gosto de saber que tudo que eu construí aqui dentro não passa de ilusão.
Eu não gosto de saber que você tem outra que não sou eu.
E eu privo-me das tuas lembranças, mas, pra quê? É inevitável.
Você existe dentro de mim, você existe nos meus olhos.
Eu lembro que teus lábios tinham um vício de querer tocar os meus. Você segurava meu rosto e beijava-me delicadamente.
Por que isso teve que acontecer? Esses tais toques, esses tais sentimentos.
Era tudo uma brincadeira divertida. Era tudo uma intimidade merecida, mas que cresceu e cresceu.
E, olha! Olha o que tudo se tornou!
Eu quero mais um beijo roubado, mais um abraço, mais inspiração. Não quero sentir falta de nada. NADA.
E eu quero que você mude tudo isso. Será possível fazer esse último favor?
48° Ed. Musical; Nota :  9,86 - 2° lugar
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#Dia 8
-A situação mais embaraçosa por que passastes
 Já passei por muitas situações assim, mas nenhuma que me marcou tanto que até hoje eu tenha vergonha. Então. Sem situação embaraçosa ;}
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Outrora

dezembro 16, 2010

 "Esperar. Esperar. E... errar."
 Eu dormi com o seu cheiro.Aquele cheiro que eu sempre sinto quando te abraço, e me deu uma louca saudade e nem passei um dia longe de você. Sabe, o que é mais engraçado é que eu pensei que tudo girava em torno de você. Só que não é verdade. Antes, antes de te ver na real e perceber que tudo não passa de um ciúme louco, eu pensei em me fechar, em te tirar da minha vida. E, ainda bem, que eu não fiz isso. Não viveria sem o teu riso, o teu cheiro, a tua inconsequência. Teu tudo. Porque, apesar dessa confusão, há uma coisa que eu não tenho dúvidas : Eu te amo.



#Dia 7
- A tua wishlist
 A minha, deste ano, está aqui do lado, mas nem sei se conseguirei todas. :*



No yet

dezembro 12, 2010

Quem nunca sentiu aquele friozinho na barriga?
Ansiedade. Emoção. Adrenalina.
 Dia 15 desse mês eu vou viajar, pela primeira vez de avião. E eu não estou ansiosa pelo que vou encontrar lá onde eu vou, mas com a sensação de voar.
Como será?
  Pego um lápis qualquer e começo a desenhar no caderno que sempre carrego pra todo lugar. Desenho um avião falando tchau pra um coração machucado, não por mim, mas pela vida. Sorrio e estremeço, porque é a verdade que irei fazer.
  Voltarei, mas, as coisas mudam e continuam a mudar. Mesmo sem mim.
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#Dia 6
- O teu talento.
Só conheço um. Irritar as pessoas . ;}


Posso fugir?

dezembro 08, 2010


Os muros dessa casa não me prendem mais.
Os asfaltos são meu refúgio.
E os hotéis são meu recanto.
Os banheiros públicos minha privacidade.
E as escadas o meu descanso.
Pra que fugir? 
Se tudo isso é meu.
Pego um lápis e meu caderno,
escrevo os nomes daqueles que conheci.
São muitos...mas nenhum lembra de mim.
Porque eu sou passageira, eu vivo no mundo,
o mundo, as ruas, as faces que encontro, todas
são minhas e são os meus eus.
Por que fugir?
Deito na praia, e o céu inteiro está ali só pra mim.
Essa sou eu. A passageira, que encontra no mundo o melhor para si.
Posso fugir?
Eu não sou a fugitiva, os fugitivos estão ao meu redor.
Correndo para pegar um ônibus, distraidos em mais um telefonema.
Esquecendo de tudo. Enquanto eu estou aqui, lembrando de tudo.
Fugir?
Essa palavra não faz sentido pra mim... 
Porque aqui, eu me encontro .

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#Dia 5
- Os teus ídolos
 Deus, pai, mãe, avô e avós. :}

Perdida

dezembro 06, 2010

toque quente do sol, me queima. Meus passos não fazem som nessa areia que se mistura com meu suor, gotas salgadas que caem do meu rosto conforme o sol chega à mim.
Chego ao meu destino, não vejo portas, nem um ser vivente. É um completo vazio. O sol vai ao seu descanso. A noite chega com seu frio, invade minha pele suja, e me queima, me corta por dentro como um gelo. Ninguém me socorre,porque não há ninguém neste lugar sem portas.
Meu grito ecoa e volta à mim com mais dor. Lamúrias presas, soltas agora, não há ninguém para ouvi-las
Um vazio, quente e frio. Sujo e doloroso. Lágrimas jorram dos meus olhos preguiçosos .
Onde eu estou de verdade ?? 
 Perdida. Dentro de mim .




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#Dia 4
- Os teus vícios e/ou hábitos.
 Chocolate. Chiclete. Blog. Filmow. O cheiro dos livros. TVD. SPN. DEXTER.CHUCK. DROP DEAD DIVA (saudade). 90210. Santiago. Fernando.
 Escrever cartas que nunca são entregues, e eu ainda coloco no envelope e tudo, depois eu rasgo :/ . Ouvir milhares de vezes as 241 músicas do meu celular. Ficar falando doido(a) pra qualquer pessoa :/... É os que eu me lembro.




Última carta

dezembro 01, 2010

09/10/2067.
  Por mais que eu queira, velho amigo, as coisas mudam e nos fazem mudar também. Acho que eu, só eu, continuo a mesma em relação a você. O peito dói do mesmo jeito. Às vezes os olhos lacrimejam.
  Você nunca foi de desconfiar a razão para tudo que fiz. Isso prova que sei esconder bem meus malditos sentimentos.
  Hoje, depois de anos, posso dizer o motivo. Eu me apaixonei, é, paixão... por você. Sorria e escutava-te quando falava dela, mas isso não foi bom, pois meu coração ainda tenta cicatrizar pedaços e um desses abriu enquanto dito esta carta. Minhas mãos calejadas não conseguem segurar com firmeza uma simples caneta e antes de partir preferi contar-lhe isso.
  Sei que estás com ela e que estás feliz. Eu me sinto bem por saber disso.
  Eu quebrei regras, cai com os olhos abertos, menti... Perdoe-me por não ter dito nada disto, até hoje.
  Adeus da garota, mulher e idosa que um dia te amou, que um dia te escutou.
  Sua eterna velha amiga.
                                                                                                        
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#Dia 2
- Os teus gostos
Eclética em músicas, livros e filmes.
All star, maquiagem, preto, vermelho, sorriso, lembrar, chuva, desodorante aerosol, Piratas do Caribe, Jogos Mortais, uva, falar eu te amo para meu melhor amigo ...
 Tem tantos outros gostos, mas eu resumi. haha.


Um só

novembro 28, 2010

 Me respire.
Me envolva.
Me purifique.
Seu corpo no meu, mesclado em um só.
Chego a ouvir de longe sua pulsação.
Que se acelera com um toque.
Um só toque.
Devagar chegamos ao êxtase.
E um delírio nos toma. Nos cansa.
Neste momento sabemos
Que sempre seremos.
Um só.
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#Dia 1
- Descrição de ti própria.
  Nascida em 10 de Julho de 1992. Olhos e cabelos castanhos. Um sorriso bonito, mas um riso feio. Olhar esquisito. Coxas grossas. Maluquinha e ao mesmo tempo tímida. Encara. Mas falta iniciativa. Apego-me facilmente a detalhes (não a pessoas). Vivo falando inglês até pra quem não entende nada. Eu. Que me julgo, que me amo, que me odeio. Elania Coelho da Costa.

Um ponto de vista.

novembro 24, 2010

 Ultimamente eu venho observando muito. Lembro que, alguns dias atrás, eu estava só, pensando em como as coisas mudam. E de repente. Um abraço. É, aquilo mudou tudo. E não foi apenas um abraço, daqueles que você só dá formalmente à algum familiar, mas um abraço que dizia "senti sua falta". E você não sabe como esse abraço faz falta... Pois é.
 Hoje, eu estava no telefone, e aquela voz me entorpecendo, cutucou em um ponto. A razão. Sim, acredito que qualquer um, assim como eu, acha que muitos só ligam para pedir favores - na maioria das vezes - mas pra mim isso é até comum, porque não sou lá muito boa de papo. E se você quiser falar comigo, crie algo para falarmos, raramente jogo algum assunto. Bom, mas voltando. Aquela voz, mesmo dizendo que eu era uma chata, me trouxe conforto, porque, sim, apesar de tudo mudar, alguém lembra de mim. E esse alguém, único afinal de contas, me trouxe uma luz. Eu posso me sentir e estar sozinha, aqui na frente do pc, ou quando leio, ou quando vou dormir,etc... mas eu sei que, eu posso não ver, mas muitos estão comigo. Não conto só com minha família, mas aqueles que dizem ser meus amigos verdadeiros, e que ainda lembram de mim, de vez em quando me ligam e veem me visitar. Estes estão comigo.
 As coisas podem mudar, o tempo pode passar, as pessoas podem ficar estranhas, você pode ficar velho e feio, mas aqueles que dizem que nunca vão esquecê-lo, acredite, pois é verdade.




 Este ano foi muito importante pra mim. Obrigada a todos que fizeram parte disso. O término na escola. Um novo vício (livros). Amigos virtuais que eu nunca vi (pelo menos dois). Saídas. Shows. Aprendizagem. Ver a pessoa que amou com outra e não sentir nada, apenas felicidade. Passei por isso e pretendo passar por muitas coisas. Mas não quero dizer só das coisas boas, também existiram ruins, que é melhor, deixar em OFF.
 Até.


P.s. Olhem a "página" aqui ao lado "Sobre o blog". Obrigada aos comentários nas postagens anteriores e bem vindos novos seguidores. Eu até pensei em não permitir os comentários nessa postagem, mas, pensei, "o que tem?" e vou deixar aí, para você deixar sua opinião acerca disso. E me digam experiências de vocês também. Eu gosto muito de saber mais das pessoas que diariamente me leem e me veem aqui no blog.

O garoto e a garota.

novembro 20, 2010

 A garota. Não popular. Senta no fundo. Pega seu caderno. Examina o livro. Volta a olhar.
 A garota. Finge um sorriso. Tira os óculos. Respira devagar.
 A garota. Feliz. Parece. Mas, no banheiro, ela começa a chorar.
 O garoto. A observa do canto. Solta um suspiro. A admira. Sorri.
 O garoto. Pega sua mochila. Empurra-a para a porta. Finge não se importar.
 A garota. Olha para ele. Encolhe o peito. Vai para fora. Vira-se. Encara-o. E vai embora.
 O garoto. Fica parado. A olha caminhar. E um sorriso deixa escapar. Dos lábios que não podem tocá-la.
 A garota. P. da vida. Deixa lágrimas rolar. Enquanto seus passos violentos. Fazem barulho ao passar pelos braços soltos. E pelos risos frouxos.
 E o garoto e a garota. Parecem se odiar. Mas no fundo sabem que se amam. Só não falam. Nem contam.
 Enquanto isso. O garoto. A ignora. E ela. Chora. No banheiro da escola. E seus sapatos, já surrados. Pisam nos pés dele. E um olhar. Só um olhar.
 E o garoto e a garota. Respiram rápido. Coração apertado. Sem nada pra falar. Ele se vira. Ela volta. E separados continuam. Sem nunca se importar.




Você está aí e eu aqui.

novembro 17, 2010

 De longe parecemos ser muito mais que amigos. Somos amantes.
 De perto somos irmãos. Mas não é isso, somos um só.
 Mas eu percebo que quando você está lá, eu insisto em querer ficar aqui.
 E quando você vem me buscar aqui, eu quero fugir pra cá.
 E você está aí, enquanto eu continuo ali.
 Parecemos as pessoas mais sinceras. Mas não. Eu finjo.
 Finjo não te amar.
 E você está aí e eu aqui.
 E é assim que vai ficar.
Crédito da Imagem : Beauty In Everything

- Bom. First quero cumprimentar meus novos seguidores. Obrigada, são vocês que alimentam tudo isso aqui. E os comentários, outra vez obrigada.
 Outra informação, o blog O mundo sob o meu olhar do meu amigo Marcos, completou um mês de vida ontem (Parabéns o/ again) . E ao invés de eu dar algum presente (virtual,tá) . Ele me presenteou com mais um selinho do seu blog, que é lindo *-*.Obrigada. Look :

Leia-me aqui →  e aqui → Ele finge...

Podemos até ser diferentes ...

novembro 14, 2010



 Aquelas horas intermináveis, tentando, em vão, aprender a andar de skate, me cansaram. Olhei para a mão que ele escondia, com os olhos semicerrados. 
- O que tem ai? - perguntei, com um sorriso brincando em meus lábios.
- Algo que eu quero que guarde para sempre com você. - ele disse. Tentei puxar sua mão, mas ele se esquivava rapidamente. Ri e corri atrás dele, que fugia.
 - Dá pra parar. - gritei, ele já estava distante. Com minha respiração ofegante, fui aonde ele havia parado. - Então o que é? - perguntei. Ele me beijou e ficou sério, vi seus olhos ficarem ternos e sinceros. Enrubesci.
 - Promete cuidar dele? - confusa, concordei. - Pega, é seu. - ele abriu a mão e não havia nada ali. Olhei para ele, consternada. Ele me enganou.  Joguei-o no chão e ele riu.
 - Calma, você não pode vê-lo, nem tocá-lo, mas pode sentir. - Levantei levemente o rosto para encará-lo, o brilho dos seus olhos me ofuscava.
 - O que é? - perguntei mais uma vez. Ele me puxou e levemente beijou meus lábios.
 - Meu amor por você. - sussurrou em meu ouvido. Prendi a respiração e fechei os olhos, abraçando-o. E ficamos ali,ele ao chão, eu o beijando e os skates caídos. 

Abra seus olhos.

novembro 09, 2010

Paro, olho e não vejo.
Tudo anda vazio, sem luz, sem eixo.
Refaço o passo, escuto e penso,
quem me dera poder ver por pelo menos um segundo.
Choro, seguro e outra vez eu choro.
Abro os olhos com mais força, nada se vê, nada é tocável, nada é estável.
Meus olhos, são empréstimos em um banco, onde só poderei usá-lo quando eu puder afirmar que sou capaz de pagar a entrada.
Meus olhos que no escuro ficam, só agora. Eu quero uma luz. O que é luz? 
Só ouço descrições. Nunca vi e nem toquei...se é que é tocável.
Seguro, ando, escuto e vejo, vejo com os olhos que ninguém ver. Meu coração.

- Você que possui a visão, agradeça. Você reclama. E esses que não possuem, só esperam o melhor, não reclamam do que tem.
Só pense.



UM PEQUENO AVISO!
 No mundo da blogosfera, existem muitos que só "nos" seguem para serem seguidos. Espero que entendam uma coisa. Não gosto de "propagandas" de blogs pedindo para serem seguidos. Visitas? Bom, eu faço numa boa, sem reclamar e se gostar até comento, mas só SIGO, quando eu QUERO ou quando me dá vontade de ver como o blog funciona. Sim, sou cara de pau, se eu ver que o blog não "anda" eu paro de seguir. É, paro mesmo. Mas não sou uma blogueira ausente nos blogs que eu sigo, sempre que posso, estou lá, comentando, lendo e SEGUINDO... Se você que está me seguindo só esperando que eu o siga, é melhor parar. Quero "perseguidores" fieis, que gostem do que eu escrevo, e que gostem de ver o que sempre tem por aqui. Não esperem muito de mim. Sou boa, sou amiga, sou sincera, mas não sou idiota. Gente, era só isso. Um pequeno "desabafo". Bom resto de semana pra vocês o/. 



Passo adiante.

novembro 05, 2010


 Fecho os olhos e me seguro na ponta da mesa. Quem me dera ter você aqui. Peço um copo d'água. E novamente me debruço sobre a mesa. Tentando, em vão, reprimi um soluço. Lágrimas escorrem sobre o meu cabelo, que está todo sobre minha cara.
- Sua água, moça. - disse o garçon. Eu não agradeci, nem olhei-o. Apenas fiquei ali, chorando e tentando entender o porquê.
- Você devia sair sempre querida. Às vezes as pessoas não fazem isso porque querem. Somos diferentes, tente entender isso. A vida é feita dessas provações, passe por elas sorrindo e continuando a lutar. 
 Era o que minha mãe sempre dizia, quando eu chorava ou brigava por algo. Mas agora, aquele conselho, dói. Como posso sorrir com tudo isso? Sei que vou continuar lutando, seguindo. E também sei que somos diferentes. Mas você, simplesmente me deixou. E eu, que agora, queria tanto um abraço. Daqueles bem apertados que chegam a sufocar.
- Posso? - alguém pergunta. Levanto o olhar e vejo um retrato próprio de mim. Sou eu? - Cara, Melinda, você está péssima, mamãe não se orgulharia disso. - Não, é minha irmã gêmea.
- Pode me deixar só aqui. Não quero ver ninguém. - disse.
- Com essa cara afundada na mesa, claro que não vai ver ninguém. - ela solta um suspiro e continua. - Ele não vai voltar, assim como ela. Deve aprender isso. 
- Eu sei, mas dói. Não posso simplesmente passar por isso sorrindo e continuar. Ele não estará aqui. Não poderei abraçá-lo. Não direi mais eu te amo pra ele. Eu vou aprender, mas não agora. - falei, limpando o rosto.
- Sabe, eu concordo com você irmã. Mas, tem uma coisa, eu estarei aqui pra quando você precisar. Mudando de assunto, aquele garçon não para de olhar pra você. - ela fala, colocando a mão sobre a boca para não rir.
- Não estou interessada. Só fazem duas semanas. - olhei pra ela. E procurei o tal garçon. Ele poderia ser bonito e me olhar de uma maneira própria, podia até me chamar atenção, mas não daria aquele passo agora. Não agora. - Talvez depois. - conclui.
- E se ele não quiser mais? - ela pergunta, encarando-me com aqueles olhos azuis, cor do céu.
- Ai, tem outros. Não vou mudar minha atitude agora, só por um cara que nem conheço.
- Mas um dia vai. E quando esse dia chegar, sei que ele vai está sorrindo pra você. 
- Eu também sei. Mas agora não posso dar esse passo adiante. Deixe-me debulhar em lágrimas, esperniar, soluçar, me lamuriar, só por enquanto, deixe-me. - Falei a ela, e com um sorriso ela saiu.
Ele não está aqui, mas vou seguir, só que agora, eu não posso. Vou esperar. Vou tentar. Vou conseguir...


Espero que entendam a "moral" desse conto. Me veio agora, na hora, acho que foi pelo sonho que tive na noite passada, e por estar escrevendo tantas coisas ultimamente. Bem, desejo-os um fim de semana esplêndido, e para os que vão fazer ENEM(como eu), boa sorte :). 

Unique

novembro 02, 2010

 Você é real? Me perco em seus olhos, te fazendo ficar vermelho.
 Você me questiona. E com minha voz sonha, flutua. Me consome.
 Volta e diz que não é perfeito. Eu também não sou, mas juntos quase chegamos a perfeição.
 Eu sinto em mim que nós somos especiais. É verdadeiro o que sentimos.
 Somos isso.
- Você acha? - pergunta.
- É claro. Eu te amo. - respondo.
 Você ri e me beija. O beijo mais doce sentido.
 Isso tudo é verdade. Quero que entenda.
 Deito sobre ti, ouvindo teu coração.
 Sim, você é real.


* Inspirado na música Davvero do cantor Virginio. E eu já tinha feito esse pequeno texto a um tempinho, queria escrever algo novo, mas nada saiu. Talvez depois. Beijos a todos e obrigada pelo carinho :)

1° Desafio (jogo *-*)

novembro 01, 2010

A linda Ana do Blog Bitter Sweet me enviou esse jogo dos sete. É bem simples *-* Espero que curtam minhas respostas;)


7 Coisas que tenho que fazer antes de morrer :
- Publicar um livro
- Me formar em Letras e Psicologia(algum dia '-')
- Conhecer o Jensen Ackles 
- Morar sozinha (egocêntrismo alto -Q)
- Dirigir
- Ter uma biblioteca particular
- Ser uma mochileira por pelo menos um ano \o/


7 Coisas que mais digo :
- Aff ; Droga ; merda ; doido ; abestada ; Deus me livre ; mó paia . (ér u.u)


7 Coisas que faço bem:
- Cozinhar ; Escrever (acho :/) ; make up ; descobrir algo rápido (sou detetive G.G) ; conselhos ; durmo(u.u) ; rir ;D.


7 Defeitos meus:
- Preguiçosa
- Lenta
- Tímida
- Mau humorada de manhã
- Masoquista
- Reservada
- Chocolatra


7 Coisas que eu amo:
- Deus, família, amigos, chocolate, escrever, filmes e ler.


7 Qualidades :
- Conselheira ; Afetuosa ; Sincera (em alto grau) ; Verdadeira ; Amiga ; Altruísta e Meu sorriso.


7 Pessoas para fazer o jogo dos sete:
Raíla

Ana Paula

Jéssica F.

Jeniffer Yara

Priscila

Rodrigo

Marcos

Sempre do mesmo jeito.

outubro 30, 2010

Mais uma vez. Ela se foi, e só um bilhete ficou em seu lugar. Eu acordo e o quarto está sempre vazio.
 - Isso não é sério Douglas, não viaja. - é o que ela sempre diz, sorrindo e me puxando para seus braços. E eu continuo cedendo. Mais uma vez.
Leio o que está escrito, como  sempre ela diz que adorou a noite, mas não está aqui para, comigo, contemplar o dia. Ela nunca está.
Devagar lembro da noite passada, ela estava com um salto alto, que a deixou tão sem jeito, vestia uma blusa larga e um short jeans curto.Bruna, sorri lentamente, perguntando como foi meu dia e dizendo como foi o dela.
 - Chato, como sempre. - ela diz, já tirando a sandália, massageia levemente os pés e olha pra mim. - Você está bonito hoje. - comenta, e começa a olhar ao redor. Vai ao espelho,encarando o lápis que escorre de seus olhos, retira o excesso e sorri novamente pra mim, eu , completamente sem jeito, devolvo um meio sorriso, ela suspira.
 - Sempre o mesmo. Douglas quando você vai parar de agir assim? - eu a encaro de uma maneira confusa. Assim como? penso. Lentamente ela me beija e é sempre assim, sempre do mesmo jeito.

Jogo o bilhete na cama. O sol invadia meu quarto. Já era tarde. Suspirei. Volto, e leio novamente o bilhete.
"Ótima noite Douglas,adorei, já sinto saudades. Vê se não perde a hora. Seu trabalho. sacas?! Ah, um beijo e até de noite, novamente. Bruna (: " 
Lentamente rasgo e jogo no chão, sabendo que de noite ainda estaria ali. Me preparo para o trabalho, mais um dia, mais uma rotina.

A campainha toca. É ela, agora está com um vestido florido e um all star vermelho. Ela ri, suas bochechas ficam ruborizadas pelo esforço. Ela me abraça forte. Trouxe um filme, um musical. Moulin Rouge, tem na capa. Eu esboço um sorriso, demonstrando que gostei, mas já sabendo que não seria tudo isso. Fecho a porta.

O filme acaba. Ela chora em meu ombro, dizendo "Que linda história de amor". E as lágrimas escorrem em seu rosto, manchando seus olhos da maquiagem pesada que sempre usa. Eu apenas digo "É só um filme".E passo meu braço em sua cintura. E aquele momento acaba. Ela me beija, e tudo acontece outra vez. O amor, o desejo e de manhã, mais um bilhete. O mesmo bilhete...
Pauta para o projeto Bloínquês. Edição Visual.  Espero que gostem :* e lembrando, esse conto é ficcional, baseado(apenas) na imagem, aqui encontrada.  Nota:9,6

Meu adeus.

outubro 28, 2010

Você está aqui, agora,
mas eu terei que ir.
Não voltarei.
Por isso o meu adeus.


É difícil olhar seu rosto e dizer algo desse tipo.
Mais uma despedida.
Pra você. Pra mim.


É duro pensar que é a última vez para nós.
Depois de tudo, esse vai ser o nosso fim.


Que a felicidade te encontre.
Que você se torne o que tanto quer.
Mas eu preciso ir.
Preciso me encontrar.
E dessa maneira te deixo...
Adeus.


Inspirado, totalmente na música Goodbye da Jessica Lowndes. Indico. :)

Nosso verão

outubro 25, 2010

 Dez horas da manhã. Você está deitado ao meu lado. Seu cabelo bagunçado, está refletido pelo sol.
 Uma respiração calma.
 Algumas rugas saltam do canto de seus olhos. São  lindas.
 Vejo seu peito subir e descer. Seus músculos relaxados te deixam tão gentil. É hora de levantar.
 Temos a praia, o lago, a trilha e o mar.
 Devagar saio da cama e visto meu bíquini. É verão, férias e estamos juntos.
 - Bom dia. - você diz em meu ouvido. Uma onda de arrepios atinge-me.
 - Bom dia. - respondo. Virando-me e lhe dando um beijo na boca. Tão doce.
 Você veste um calção folgado, ressaltando os músculos do seu quadril. Sua beleza me excita.
 - Pronta? - você pergunta. Sorrindo e com uma mochila sobre o ombro.
 - Ok. Tudo por você. - rapidamente visto um short e calço meu tênis.
 Você preferiu a trilha.

O suor pingava em meu corpo. Estava cansada, mas você ainda sorria.
 - Estamos perto? - pergunto, sem fôlego.
 - Sim. - você responde e segura minha mão.


 A visão que tive parecia o paraíso. A natureza sempre é tão bela.
 O sol já estava alto e o vento quente batia em nossa pele, queimando-a. Avistei o lago e frenética, corri. Tirei rapidamente o tênis.
 A água estava fria. Meu riso ecoou e então vi seus olhos. Eles brilhavam como de um menino.
 - É verão. - eu grito e você sorri. Entra no lago, nada em minha direção.
 - Sim, é verão. - sussurra e lentamente me beija. Rimos e como duas crianças brincamos no lago.
 O verão faz isso com a gente...


Pauta para o Projeto Bloínquês. Ed. Visual
Nota :9,73

Meu alguém.

outubro 22, 2010

Pego sua mão, silenciando nossa conversa.
Elas suam juntas e eu rio, de você. De mim.
Seguro seu rosto, acariciando suas feições.
A beleza consiste em sua pele, sussurrando uma melodia própria.
Seus olhos tristes me encaram, nossas conversas se formam em algo sólido, próprio.
Meu melhor amigo. Meu vício. Meu amor. Meu terror. Minha maior preocupação.
Te beijo de leve e coro. Eu te amo...
Te amo, quero repetir.
- Nos vemos amanhã? - você pergunta.
- É... Te vejo nos meus sonhos. - respondo.
- Até amanhã.- você diz. Não liga, se retira, e eu fico aqui.
Meu melhor amigo.
Será que sou apaixonada por ti?

As 10 coisas ...

outubro 19, 2010

(Revisado)
   Me pediram para enumerar as 10 coisas, razões que tive para odiar ele. Bom, é simples.
  A primeira é que ele se tornou algo surreal, tão surreal que não posso tocá-lo, e essa é a segunda razão. Terceiro, ele não me liga mais, noites e noites eu esperava ouvir sua voz, e então, de um dia para o outro, sumiu, não me ligou, saiu do mapa.
  Quarto, a maldita voz dele, melodia incontestável que me seduzia, eu não a escuto mais. Quinta, o sorriso, eu odeio ele, de um modo que se eu contasse, seus pais se assustariam.
  Sexto motivo, as aulas, é, ele não senta mais ao meu lado, isso me irrita. Sabe por quê? Porque agora eu virei uma nerd, e ele sabe que eu não sou assim. Sétimo, eu simplesmente odeio as gírias bregas dele, deixam-o de um modo geral um pouco rudimentar e um garoto velho. Oitavo, o modo como agora trata os pais dele. Eles o amam sabia? Mas ele os ignora, anda inerte, afogado, não fala mais.
  Nona coisa, ele está aí, deitadinho e calado agora e não me ouve, até parece que esse caixão é melhor que os meus braços. Era para ele está aqui, rindo comigo dessas babaquices de 10 coisas que odeio em você.
  Décima e a pior coisa que odeio nele é que eu ainda o amo e mesmo não querendo sinto falta. Isso faz mal pra mim, porque em cada minuto eu enumero as razões que fazem-me o odiar. Agora, posso dizer mais uma?! Ele não está aqui...
   Dizem que a paixão é que dá os motivos para amar ou odiar, mas nem sempre é a paixão, o amor, a inveja, o ódio puro, a ausência, os sentimentos em geral, eles fazem com que não só enumeremos as razões para amar ou odiar, mas nos faz pensar e refletir em todas as histórias vividas. Resolvi contar algo não pessoal, mas que se torna real, o ódio no amor e na ausência. E entendam que o poder do amor vai além da morte ou da dor. Repensem suas ações antes de se arrepender. Reflitam.


Pauta para o projeto Bloínquês . Ed. Opinativa
(P.s. Primeira vez participando dessa edição, então não sei bem como é, maas, espero que gostem da minha participação :))
Nota: 9,75

Já faz tempo.Eu sei.

outubro 17, 2010

 Fortaleza. 07 de Setembro de 2010.

      Fui visitar você ontem a noite, encontrei algumas tulipas em seu espaço. Não eram minhas se quer saber.
      Vi um dos seus filhos hoje. Ele está tão bem, mesmo não demonstrando, eu sei que mesmo assim sente sua falta.
      Tio, não fui uma sobrinha muita próxima, mas já fazem cinco anos hoje, que não está aqui, devo admitir que sinto sua falta. Eu me lembro tão bem da última vez que o vi. Estava tão calmo saboreando seu sorvete e rindo com sua mãe, minha avó. Naquela mesma noite soubemos do seu pior erro, transformou sua vida em morte. Eu quis chorar. Vi lágrimas por todos os lados, mas não saia nenhuma de mim. Eu não o conhecia bem, seria por isso?
      Vi você deitado em um caixão, olhei seus olhos, estavam distantes, perdidos, cheios de escuridão. Hoje, escrevendo essa carta, sinto as lágrimas apertarem minha garganta, as lágrimas que eu devia ter derramado por você. Você sabe que amo seus filhos, meus primos, mas isso não impede as escolhas deles, você deveria está aqui, cuidando deles. Por que fez isso com você?
     Deixarei essa carta entre as tulipas, para que assim você possa lê-la e ver que eu me lembro de você.
     Abraços, de sua sobrinha, Elania.
P.s. Poderia dá um abraço no meu primo? Também sinto a falta dele.


(Baseado em fatos reais.)
Pauta para a edição cartas do projeto Bloínquês.
Nota:9,05

Então você veio.

outubro 14, 2010

Me pego pensando no que eu faria se não te conhecesse, como eu seria. Mas apago isso da memória. Eu sei que viveria, mas uma parte de mim estaria morta. Porque ela nasceu quando conheci você.
Às vezes te observo, olho dentro dos teus olhos. E se não fôssemos assim? Um para o outro, o que seria de nós?! São questões que meu coração insistem em ter, mesmo que você esteja aqui, do meu lado, me amando e sem nenhum sinal de me deixar. Me perdoa se penso isso, é que ser humano é tão amedrontado, que eu penso o que aconteceria se, se... Mas, você veio e está aqui.


Inspiração : Filme- Penelope.


Ela

outubro 10, 2010

Ela se prende nas cordas soltas. Esperando que alguém venha salvá-la. Mas por quê? Ela não consegue ver como a vida foi injusta. E se ela morresse ali não ia ser lembrada. Seu choque foi tamanho. Eu não vou ser lembrada, pensou. Tentou sair das malditas cordas, mas foi em vão. Uma se prendia ao redor do seu pescoço, quanto mais se debatia mais apertava. A injustiça de seus pensamentos lançavam lágrimas em seu rosto mágico, com uma íncrivel beleza. Por quê?. Será que vão me odiar pelas escolhas que eu fiz?, se perguntou. Ela não sabia responder. Tentou novamente sair das cordas que a envolviam. Prometeu a si mesma que melhoraria. Que amaria e retribuiria. Cansou de lutar, faltava-lhe ar. Parou. Chorou. E as lágrimas se desfizeram em seu corpo. Será que vou sair daqui algum dia?, já se desesperava.Até que ela ver alguém correr na sua direção, alguém desconhecido. Retirou-a de lá e ela agradeceu, já agia como antes, então lembrou da sua promessa. Tratou de conhecer aquele a quem a salvara. E um sorriso brotou em seu rosto martirizado pelas lágrimas, ele sorriu em retribuição. Ela soube que algo mudara dentro dela, nunca soubera o que era compaixão e aquele desconhecido mostrou a ela. Agora poderei ser lembrada, pensou...


Nota: 9,0

Tangível

outubro 07, 2010

Quando eu olho pra você. E vejo ela em seus olhos. Eu penso, Ele está apaixonado.
Quando eu toco em você. E você sorri. Eu penso, foi só um toque.
Quando conversamos. E você fala dela. Eu penso, é só ela e ninguém mais.
Quando rimos. E você me olha. Eu penso, deve ser bem melhor com ela.
Quando eu choro. E você me abraça. Eu penso, por quê?
Quando nos abraçamos. E você aperta tão forte. Eu penso, como seria com ela?
Ela e você.
Como seria comigo? Eu me pergunto.
Eu não o amo, eu sinto isso. Mas eu gosto de você comigo, eu gosto do seu riso, do seu abraço, até gosto quando fala dela. Eu apenas me pergunto. Como seria comigo? Uma pergunta que nunca será respondida. Eu não me arrependo por não ser nós. Fico feliz por ser vocês.

Erro

outubro 02, 2010

É inútil acreditar que nunca fiz nada. Porque eu sei que fiz, mesmo não querendo.
Olhar para o horizonte, fixar-me em algo sólido, é algo que eu faço de vez em quando, tentando tirar todos os pensamentos inoportunos de mim. 
Quando você estava aqui, tudo era mais fácil, esquisito talvez, mas fácil.Te perder de uma maneira estúpida, dói aqui dentro, do jeito que eu sempre vi todos aqueles atores interpretarem, do jeito que eu vi naqueles filmes que eu dizia que era bobagem. 
Eu fiz a minha sorte com você e joguei do lado errado, apostei e errei. 
Eu sou o erro, tento consertar-me a cada dia. Eu fiz algo mesmo não querendo, eu sei que fiz...eu disse não te amo, não te quero, me deixe ir . Mas não era bem isso que eu estava pensando,por isso estou aqui hoje, tentando me livrar de tudo que você me trouxe e de tudo que eu causei, 
porque eu perdi você e a culpa foi somente minha, porque eu sou o erro e sempre serei.

Nota: 9,0

- Silence

setembro 29, 2010

Me perco na escuridão que me cerca.
Aperto-me, fixando-me no som da minha respiração.
Os pensamentos povoam o espaço ao meu redor.
E o silêncio,
...que me sufoca.

Essa película invisível que aperta meus lábios.
Nenhum som sai entre eles,
só ele. O silêncio.
Conforto dos meus ouvidos.
Coexistindo com você.

O que me vem a mente, quando penso em você é isso :
___________ e isso tum tum, frenético martelar.
Porque o silêncio é sinônimo de paz e você é minha paz.
Pequenos pontos claros aparecem, suspiro.
A escuridão chegou ao fim.
Mas tudo que faço é me silenciar.
Você é meu porta-voz, sinônimo de falar.

Nem tudo é como imaginamos

setembro 18, 2010

Não. Nem tudo foi como você imaginou.
Te observar daqui. Do fundo da sala, não é a melhor maneira de dizer que tudo não foi como você imaginou. Reviro os olhos com a lembrança de nós dois.
Nós éramos assim, feito unha e carne. O que mudou? Eu. Sempre soube que seria eu. Mas só por que eu admiti que te amava? Que tipo de injustiça é essa?!
Eu posso ver daqui o brilho opaco dos teus olhos. Há algo errado. Com você. Teus olhos encaram os meus. Por quê? é o que eles dizem.
Eu queria poder acalentá-lo. Porque só eu sei todos os seus medos, segredos... Eu sei quem é você.
Deslizo na cadeira afim de ficar longe do seu campo de visão, poder concentrar-me na aula monótona.
Os cochichos ao meu redor, silenciam meus pensamentos.
Memórias.
As coisas nem sempre são como queremos que seja.
Por que até teu perfume me persegue? Parece até que seu nome está escrito sobre mim.
Mas é verdade. Seu nome está impresso em minhas veias. O seu cheiro marcado em minha narina.
Devia ser eu e você.
Aqui, no canto do pátio. Onde você costumava me dizer tudo. Aperto o meu pulso, esperando que apareça a pulseira que você me deu de presente.
Isso é ridículo.
Eu não entendo essas mudanças. O que a vida faz conosco. Eu esperava cada minuto para poder te dizer eu te amo , mas as palavras pareciam pedras em minha garganta. Agora, não necessito delas. Você já sabe.
Não posso plantar em você um pouco desse amor.
Nem sempre temos um final feliz. E eu provei isso.
Mãos dadas. O fim.
Não passarei do não era pra ser assim.
Um beijo. Morte fatal.
Sorrisos. Pedaços caídos do meu coração.
Ela e você.
Seus olhos encontram-me e sussurro ao vento Seja feliz...porque nem tudo foi como eu imaginei, mas se me olhar no rosto vai ver as tristes marcas no sorriso, só que prefiro esconder. Principalmente de você.

E se não for mais o mesmo?

setembro 12, 2010

E se eu disser que agora, nossa história já tão entrelaçada, se tornou um nó cego? 
Que os sorrisos desejam ser beijos?
Que os abraços queriam se transformar em amassos?
E se eu te disser agora que ao deitar penso em você, mas da maneira errada?
E se...e se...
Um roçar dos lábios sobre sua pele, um leve sopro de sua respiração ou até um aperto de mão.
Faz meu coração bater assim, de um jeito que todo apaixonado sabe.
Mas eu não sou apaixonada. Eu não sou...
E se tudo isso for só solidão?
E se não for mais o mesmo?
E se o que eu digo provoca isso...
Mas eu queria ouvir de você, se não é a mesma coisa. Se é só coisa minha. Se é pra ser ou não.
Mas eu sei de uma coisa. 
Não pode ser só um se...

Além de você

setembro 04, 2010

Eu enxerguei além dos teus olhos, bem além dos seus belos castanhos que iluminam seu rosto.
Eu vi além do sorriso infantil estampado em sua face.
Eu ouvi muito além da sua respiração faceira.
Eu consegui sentir mais do que as batidas do seu coração.
Eu pude, eu posso...
mas na hesitação e calma frenética dos seus braços e abraços,
eu não consegui mais enxergar nada.
Além do som mudo que cercava os meus ouvidos...

You

agosto 28, 2010

Eu me lembro muito bem.
Todos os teus detalhes.
Até aqueles que eu julgava mal, que eu dizia ser seus males.
Mas foi cada um deles que um dia me conquistou.
Que fazem com que eu te admire.
Mas, nós crescemos e aprendemos que as pessoas mudam
e junto com elas os sentimentos também.
E é por isso que digo hoje:
Foi bom, mas não é mais.

Faz sentido?

agosto 25, 2010

Envenena-me com teu olhar ironico, meio cabisbaixo e altivo. 
Enveneno-me com tuas lembranças. Doces, fortes...

Não sou eu

agosto 19, 2010

E eu que pensei que tudo aqui era só conversa fiada pra poder me distanciar de tudo. Mas não, era a verdade, sua verdade. Que mesmo não sendo pronunciada, eu entedia. Que burrice a minha, achar que tudo está ligado. Mas não, não estamos ligados desta forma, por pensamento. Você é a alma mais branda que conheço, mas é um desconhecido. Então, não é uma conversa fiada, é a sua vida, sua opnião. Não minha.

São eles.

agosto 09, 2010


Nossos momentos. Foram feitos de sorrisos, caras e bocas, palavras...
Nossas histórias. Foram construídas em uma linguagem própria, onde nós nos comunicávamos perfeitamente, se é que é possível, mas pra nós...era.
Nossas facas...
É, nossas cicatrizes, que juntos deixamos que se curassem, mas quando estávamos sós, tentávamos abri-las e dissecá-las, isso era doloroso, mas nos curamos mutuamente, por nós...
E nossas risadas frenéticas. As faíscas que nos conduziam durante o dia, e o barulhinho que nos guiava durante a noite.
Nossos segredos. Que tanto compartilhamos e discutimos juntos, que tanto nos constrangia, mas eram nossos laços.
Nossas vidas. Que juntas se formavam em uma só, sentiamos a mesma coisa, olhávamos a mesma coisa, falávamos sobre a mesma coisa, eram nossas vidas interligadas em uma só, na nossa amizade.
Nossa amizade. Que construiu tudo isso, e que nos faz seguir com as lembranças adiante.
Amo vocês, meus amigos, meus companheiros, meus palhaços, meus confidentes, meus estranhos, meus eus. Amo vocês.

Time of the time

agosto 04, 2010

 As pessoas são diferentemente temperamentais.
 Umas são mais fortes, outras são submissas.
 Dizem que o tempo pode mudar essas pessoas. Mas eu não acredito.
 Por tanto tempo tive que suportar as conversas dos outros e aguentar silenciosamente, mas agora, eu ergo a cabeça e encaro aqueles que falam a minha volta.
 Só que não foi o tempo que mudou, ele foi inevitavelmente um idiota. Foi minha cabeça, meu pensar, meu olhar que mudou e além das pessoas ao meu redor. Mas essas mudaram junto comigo, mesmo sem perceber.
E eu espero que o tempo seja irregular pra mim poder dizer, que não é o tempo que cura tudo... é você mesmo.
Blorkutando.

Me viciei .

julho 17, 2010

De um modo que eu nunca imaginei
Nossa história aconteceu.
de todas as formas que sonhei
algo estranho apareceu.

Me distrai das rotinas
e te encontrei.
Em todas as minhas matinas,
me viciei.

Com todas as minhas manias
você me esperou e me aceitou.
E de todas suas regalias
você se despeçou e mudou.

Mais do que a imaginação
mais do que a repetição.
Eu tive tempo de sonhar
e assim pude te encontrar.
E de várias maneiras houve vícios.
E de mudanças não houve riscos.
E por fim pude te amar . !

Surprise .

julho 04, 2010


"Embora o que se pense seja real, nem tudo é tão real, como sua imaginação. "
 - Nunca fui capaz de me desligar das histórias fantasiosas que tenho em minha mente. Sempre criando contos, poesias, prosas, o que me importasse e o que eu soubesse que ajudaria a transpor meu ser, olhar meus sentimentos nas palavras. E eu fui construindo isso através do tempo. E me alimentando com meus sonhos que cresciam. Sim, meu sonho era escrever, poder transmitir algo, e pelas pequenas coisas que escrevo, eu espero que todos sintam um pouco de mim. Não sou de julgar, criticar, elogiar ninguém, só quando é preciso, eu meço as palavras para que não sejam tamanhas ou medíocres, tento dizer o máximo que merecem, sem vangloriar ou rebaixar. Eu me espelho no mundo, em cada ação que eu vejo, errada ou certa. Elas fazem parte de mim. E aumentando um pouquinho meu sonho. Quem sabe eu um dia não escreva um livro?! Isso depende só de mim. Obrigada a vocês que se entretem com meus esforços de escritora, que me acham inspiradora e às vezes um pouco louca. Essa é minha essência, por fim.

Última do mês - falando de mim :)

junho 29, 2010

Dizer de mim é a coisa mais difícil .
Não quero dizer o que eu sou ou o que quero ser, quero dizer o que sinto.
E nesses últimos dias estão cada vez mais fácil. Por que ? Eu apenas estou feliz, feliz conforme o tempo passa . Mas ainda feliz, por saber criticar e elogiar quando preciso, mentir está fora de questão, estou amando esses meus dias, e a cada dia espero que fique melhor.
Bah!
Outra notícia sobre mim, como eu sou viciada na Saga Twilight , estou me preparando para amanhã, estréia oficial, claro. E eu vou está lá , esperem novidades, aqui ou no outro blog .
Beijos&queijos pra vocês que me acompanham ou de vez em quando olham aqui *-*

Dor .

junho 26, 2010

 Era noite e eu espera que ela me cegasse, que tirasse o que castigava minhas costas, mas meus olhos já vermelhos, não descansaram, eles estavam cheios de uma imagem só, a dor, a dor que você quando se foi, me deixou. 
 Não era uma dor qualquer, ela dilacerava meu coração, os batimentos já tão baixos ficaram lentos e me incomodavam, invadiam meus ouvidos como um tique-taque prestes a acabar. A noite ficou longa e o vento que surrupiava era o único som. Eu estava só. Não só o bastante para poder rasgar meu corpo, já tão ferido, e tirar aquilo que me fazia sangrar, pois aquilo era minha companhia. 
 As horas passavam e eu não consegui sair dali, daquele calçada, daquela rua deserta, meus olhos não fechavam, como um vício, o passado de nós dois era meu passe para a noite em claro, a dor se acalmara dentro do meu peito, minhas costas já estavam leves o bastante para poder me esticar e não sentir a pontada em meu peito. Eu sorri em meio a escuridão, viajei nas minhas lembranças e não quis voltar, pois a dor voltaria. Então meus olhos já enxutos e vidrados, se fecharam. Não sonhei acordada, como sempre fazia.
 O outro dia, seria pior e eu estaria preparada para isso, eu precisaria estar, porque sei se a dor não sumisse, eu iria me afundar nas recordações que me ajudavam ali e isso não seria meu remédio...seria minha droga. Minha dor .
Nota: 9,3

 
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