"Me diz se é em vão todo o esforço, a dedicação"*

agosto 22, 2015

Das vezes que fui mais esperta que isso que ocorre aqui, eu me fudi. Em todos os sentidos da palavra.
Eu não pude correr atrás das respostas para as perguntas que cutucavam minha cabeça mas que nunca foram pronunciadas, não por medo e sim por falta de chances.
Oportunidades são aquelas que não devem ser perdidas, e eu nunca as tive, eu lembraria se tivesse tido alguma!
E quando falei algo, eu fui esquecida, por mim e pelos outros, porque o álcool estava presente.
Me fiz de desentendida, de estúpida, de brincalhona. Sendo que nada sou disto.
Nada sou dessa frescura que cerca os lábios em sorrisos, nada sou destes diálogos fúteis que só me servem pra querer me afastar dessa humanidade que segue esse padrão ridículo.
Não me sinto diferente de tudo isso, me sinto perdida entre as ruas, nos ônibus, nas bibliotecas, nas salas de aulas, nos computadores e nesse maldito celular que só faz vibrar, mas ninguém liga.

Eu cortei o cabelo, aquelas pontas pretas estavam realmente me incomodando, porque todo o loiro maldito do cabelo estava voltando, nenhuma maldita tinta fica, só aquele preto.
Eu não alarmei, eu só achei que aquilo faria algum sentido.
Não fez.

Eu quis participar da panelinha, do clubinho, e simplesmente não consegui me imaginar ali.
Não dá.
Não consigo.
Tudo é alien pra mim. E eu não quero ser falsa, não com faces que parecem tão somente ser sinceras, mas com pouca profundidade.
É. Talvez eu julgue demais tudo ao meu redor. Mas a misantropia as vezes ataca, ataca meus braços, meu cérebro e, principalmente, minha boca ( eu solto grunhidos involuntários enquanto reviro os olhos sem querer ).
E eu até peço desculpas por isso, deve ser este o motivo pelo qual a aversão a meu rosto, a minha pessoa, é tão grande. Sim.

Não tem como encerrar esse apelo por : QUANDO É QUE EU VOU ME SENTIR MENOS PERDIDA E CONFUSA DENTRO DE MIM MESMA?

Não tem solução.
O que resta é aquele velho vinho barato - que não tem nada de vinho - e uma roda de pessoas conhecidas, só pra tirar aquelas velhas perguntas da cabeça.



* A marcha do mundo - Display

"Eu estou tão perdida quanto você"

abril 30, 2015

(Imagem meramente chamativa)


Eu me joguei contra os detalhes que nós dois juntamos com o tempo. Você fez o maior rebuliço, tentando encontrar algum encaixe dentro dessa rotina quase que hedionda para que façamos aquilo que fazíamos mais todas as coisas que uma vida mundana acarreta, jobs, deveres e todas essas bobeiras que não deveriam existir.
Eu me joguei na cama, incapacitada de querer fazer algo, pelos mesmos motivos de você, em achar que deve fazer algo. Eu corri até o xbox, até a tevê ligada em um filme, até a calçada inundada de uma chuva tão forte que te faz passar o resto do dia com frio e desejar a morte com aqueles mosquitos esquisitos que aparecem a noite, porque a chuva trouxe eles.
Mas não foi porque tudo mudou tão bruscamente, mas porque não conseguimos mais nos encaixar de um jeito que fazíamos quase que perfeitamente. Porque aquilo era a gente. Porque aquelas horas que passavam com a gente em algum outro lugar, ou dentro de nós mesmos, era algo que fazia com que fôssemos nós.
Eu sei que, eventualmente, eu me levantarei dessas coisas jogadas na minha casa e irei pra algum caminho, talvez até mais turvo que o teu. E eu sei também que, choraremos e xingaremos aos céus todas as injúrias que a vida faz com a gente. Mas é isto. Ou você tem tempo ou não tem.
E é por isso que o Doctor* está aqui, nessa imagem linda, em uma despedida dolorosa, porque eu queria que ele compartilhasse conosco o dom dele, pra que nós não nos limitássemos somente ao tempo que nos resta, porque é isso que sobra de toda a explosão de coisas pra fazer, e sim pra dizer, que temos o tempo que precisarmos.
Sei que em um dia, talvez um pouco distante, faremos harmonia com nosso tempo, e nesse dia eu saberei que nada do choro, do riso, do frio, do torpor, da dor, da única companhia ser a cama...Nada disto terá sido em vão, porque nos tornaremos nós mesmos, de novo, naquela junção única.

Tantas aleatoriedades, juntas, pra dizer, que já não somos mais os mesmos, mas continuamos aqui.

* do seriado Doctor Who

Dos dias que se repetem

abril 11, 2015


Tenho lido um pouco mais que o ano passado, não só online, ou no celular, ou nos livros, mas em mim também.
Tenho visto mais séries, mas bem mais controladamente do que ano passado, agora tenho as prioridades e os que eu vejo por diversão. Fiz algumas maratonas curtinhas, de séries, que sei lá, fazia anos que eu queria ver e simplesmente dizia que ia fazer isso outro dia.
Uma dessas foi My So-Called Life ( a lindinha da foto ai ), e apesar dos poucos episódios e do fim trágico, (porque, cancelaram com um fim incerto ) eu realmente gostei tanto que quis viver na década de 90, quis viver minha adolescência na década de 90.
Acho que eu seria menos exigente comigo mesma e teria escrito mais, e até ter feito mais loucuras. E a protagonista é uma linda tão clichê e ainda assim tão mais profunda do que muitos de hoje em dia, que sei lá, eu vi que qualquer um tem um potencial em si, só que ninguém se aprofunda nisso e fica essa aglomeração de pessoas que seguem modas.
E em relação a leitura, tenho abrangido mais, não ficar na mesmice, partir pra outros tipos de leitura, e até mesmo as velhinhas que eu tinha medo de odiar porque todo mundo fala, porque todo mundo diz que leu e porque todo mundo acha que sabe o que leu.
E meu achismo e sei lá repetidos, é uma maneira informal de parecer está ai do lado conversando com vocês.
Eu não faço só isso da minha vida, tá? 
Mas essas duas coisas são tão essenciais pra mim como o sol é pra terra, haha, foi meio forçado sim. Só que a leitura e as séries meio que me reconstruíram e me construíram,  de um jeito que as pessoas com que convivo demoraram pra fazer.
Isso é mais um pensamento, uma conversinha, do que um texto bonito ou pausado pra se ler.
Isso é sim um pouco de mim.



 
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