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eu não sei te dizer adeus.

Eu fiz exatamente o que eu não deveria. deixei você me tocar. E observei você. Você sentiu meu cheiro. E novamente me desejou. eu olhei como algo físico,  mas era além, não era? Sentir, novamente, você. Olhar pra mim com seu sorriso. Me dedicar seu tempo. E eu, pela primeira vez, não me sentir culpada por isso. O seu tempo, comigo.  Tuas mãos, a forma de dizer "eu não vou te rejeitar"; "eu te quero". A forma como perguntou "se eu tiver pronto posso te procurar?" Você falou exatamente todas as palavras certas. Agiu com calma. Amor? Carinho, gentileza. Na minha cabeça devia ser a última vez a ver você. Mas a saudade voltou. Algo que havia sumido. a vontade despertou, junto com o que quer tenha não nomeado no seu peito. Eu não sei se ainda te amo. Mas eu sei que ainda existe muito de nós. E é incrível o quão natural parece ser agir assim com você. Posso te visitar? Te perturbar? Assim como você pediu? mas dentro de mim, sei que pra você ser o que precisa ser,...

teu amor não existiu.

Eu te olhava com amor. Enquanto você me via como um peso. Eu te imaginava no meu futuro. Enquanto você pensava em como me tirar do teu. Descobrir que era possível existir mentira em um olhar. Enquanto meu estômago se contorcia ao receber o teu. Achando que era amor. Achando que era eu. Uma voz que antes era doce, agora transmitia amargor. Desprezo. Um ritmo que indicava riso. E agora corrói, porque traz a certeza que eu precisei me esconder. Pra caber. eu precisei me deixar. pra tentar te puxar. eu me deixei cair. pra te alcançar. enquanto você me empurrava mais e mais pra baixo. eu achei que era amor. mas era apenas teu ego, era apenas você. me ferindo para sentir prazer. sem me acolher. sem proteger. sem cuidar. eu pensei que era você. mas sempre foi eu que tive o poder de acreditar. e de amar.

eu não sei como me curar.

O meu vazio me consome.  Aquele que, independente do que eu tenha, faça ou receba, fica lá. Percebi que você despertou diversos traumas e medos. E é impossível falar disso sem chorar. Tenho uma ferida no peito que pulsa e repele. Tenho uma ferida que não me deixa enxergar. Eu sinto que tudo seja mentira. Eu não sou tudo isso que penso ser. Esse valor todo que eu depositei na minha auto imagem, ele não é tudo isso. Sou facilmente esquecível. Sou fácil de ser 'desamada'. Você me ensinou isso. Deixar de amar, de forma dolorida, em menos de um mês. Deixar de desejar em menos de uma semana. Ou, talvez, nunca teve amor. Você machucou exatamente onde meu vazio persiste. O vício da tua presença. A ansiedade que me consumia ao não saber de você. Eu sinto que perdi partes minhas que eram absolutamente confiantes. Eu olho no espelho e sei que nem todo mundo vai se encantar por aquilo. Talvez eu nem seja tão legal assim. eu tenho medo de encontrar outro igual a você. eu tenho medo de amar,...