eu não sei te dizer adeus.

Eu fiz exatamente o que eu não deveria.

deixei você me tocar.
E observei você.

Você sentiu meu cheiro.
E novamente me desejou.
eu olhei como algo físico, 
mas era além, não era?

Sentir, novamente, você.
Olhar pra mim com seu sorriso.
Me dedicar seu tempo.

E eu, pela primeira vez, não me sentir culpada por isso.
O seu tempo, comigo. 

Tuas mãos, a forma de dizer "eu não vou te rejeitar"; "eu te quero".
A forma como perguntou "se eu tiver pronto posso te procurar?"

Você falou exatamente todas as palavras certas.
Agiu com calma.
Amor? Carinho, gentileza.

Na minha cabeça devia ser a última vez a ver você.
Mas a saudade voltou.

Algo que havia sumido.
a vontade despertou, junto com o que quer tenha não nomeado no seu peito.

Eu não sei se ainda te amo.
Mas eu sei que ainda existe muito de nós.
E é incrível o quão natural parece ser agir assim com você.

Posso te visitar?
Te perturbar?
Assim como você pediu?

mas dentro de mim, sei que pra você ser o que precisa ser,
eu preciso 'sumir'.

e eu vou, 
mas dentro de você eu ainda vivo.
então, não me mata, por favor.

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